Foto: Mateus Rossato (Diário)
O irmão de Paulo José Chaves dos Santos, 35 anos, morto durante uma ocorrência envolvendo a Brigada Militar, na manhã desta terça-feira (13), no Bairro Tancredo Neves, contestou a versão inicial dos fatos e afirmou que a família pretende buscar Justiça. O relato foi feito por Thomas Leonardo Chaves, 25 anos, em entrevista à reportagem da Rádio CDN (93,5 FM).
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Segundo Thomas, o irmão enfrentava um surto no momento da ocorrência. Ele relatou que Paulo fazia uso de medicações por ter problemas psiquiátricos e que era ex-usuário de drogas. Conforme o familiar, durante a noite e a madrugada, Paulo teria apresentado comportamento alterado e agressivo, o que levou a família a acionar a Brigada Militar para prestar apoio.
— Ele estava tendo um surto. A gente chamou a Brigada para ajudar, para resolver a situação, mas, em vez disso, eles acabaram levando o meu irmão — afirmou.
Thomas destacou que, apesar dos episódios de irritação, o irmão nunca havia sido agressivo anteriormente. Segundo ele, no momento da abordagem, Paulo estaria sob efeito de medicações e, possivelmente, de álcool, mas isso não justificaria a ação policial. A morte ocorreu na calçada da Rua Luiz Stroever a alguns metros da casa da família.
— Ele estava só com um martelo na mão. Eram dois policiais, eles tinham arma de choque, spray de pimenta, podiam ter dialogado, mas não fizeram isso. Simplesmente, sacaram a arma e deram cinco tiros no meu irmão — disse.
O jovem relatou, ainda, que presenciou o momento dos disparos.
— Foi na minha frente. Foram de quatro a cinco tiros seguidos, eu ouvi — completou.
Procurada pela reportagem, a Brigada Militar informou que irá se manifestar sobre o caso somente por meio de nota ao longo do dia. A Polícia Civil irá investigar as circunstâncias da morte.